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Professores sofrem mais com problemas de voz, comprova estudo

Atualizada em 28/08/2009 17:09

Os professores sofrem mais com problemas de voz do que a população em geral e para boa parte deles esses problemas têm trazido limitações sérias para o exercício da profissão. É que o mostra o estudo “Panorama epidemiológico sobre a voz do professor no Brasil”, feito pelo Centro de Estudos da Voz (CEV) e pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO), em associação à Universidade de Utah, nos Estados Unidos, cujos dados finais acabam de ser divulgados.

Mais de 63% dos professores relataram já terem tido alterações vocais, contra 35,3% daqueles que não exercem atividade docente; 15,7% dos professores tiverem que mudar de atividade dentro da escola em razão do agravo de sintomas vocais e mais de 16% consideram a necessidade de mudar de profissão no futuro pelo mesmo motivo.

A pesquisa também revela que é maior o número de professores que perderam dias de trabalho devido a problemas de voz do que aqueles que não exercem função docente. Em todos os 14 sintomas vocais apurados pela pesquisa – tais como rouquidão, dor de garganta e cansaço vocal – a incidência maior se dá entre os docentes.

“Os dados mostram que, no que refere à voz, os professores estão em situação de risco. Os problemas têm impacto significativo no trabalho docente. Isso só reforça a necessidade de um trabalho preventivo, de forma a alertar o professor sobre como fazer o uso consciente de sua voz, se possível ainda em sua formação, quando está na faculdade”, explica Fabiana Zambon, fonoaudióloga do SINPRO-SP e uma das autoras do estudo.

Atendimento no SINPRO-SP
Há oito anos o Sindicato desenvolve o Programa de Saúde Vocal, um serviço voltado aos professores sindicalizados que oferece avaliação e orientação gratuitamente. Mais recentemente, passou a oferecer terapia fonoaudiológica também gratuita, em parceria com o CEV. “Infelizmente, ainda é grande o número de professores que vêm ao Sindicato quando já apresentam problemas de voz. O ideal é que todos utilizassem o serviço mesmo sem sentir qualquer incomodo, como uma forma de aprender como utilizar melhor sua voz no dia-a-dia profissional”, alerta Fabiana.

A fonoaudióloga do SINPRO-SP alerta para a necessidade do professor se conscientizar da importância do uso correto da voz para seu exercício profissional. Mas reconhece que esses profissionais nem sempre têm a informação do que é o melhor a ser feito. Por isso, ela faz um convite aos professores: “marque uma avaliação no SINPRO-SP, busque as orientações e dicas que oferecemos”. Fabiana ainda lembra que também é possível encontrar informações importantes no guia Bem-estar vocal – uma nova perspectiva de cuidar da voz . Os professores sindicalizados podem solicitar e receber um exemplar em casa (acesse a área de cadastro ).

Para agendar uma avaliação o professor precisa ligar no telefone (11) 5080-5988 ou enviar um e-mail para voz@sinprosp.org.br