Ensino superior

Demissões na Laureate são discutidas no Ministério Público do Trabalho

Atualizada em 01/06/2020 17:18

Por meio de uma videoconferência, o SinproSP participou de uma audiência no Ministério Público do Trabalho na tarde desta segunda-feira (01).  Uma outra já havia sido realizada na semana anterior, mas sem a presença de representantes da Mantenedora. Desta vez, a audiência, solicitada pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSol), contou com a participação da empresa, além do SinproSP e de um dos professores dispensados.

Os advogados da Laureate admitiram que as demissões se devem a um "rearranjo dos negócios da empresa". Disseram ainda que a Instituição está negociando com o SinproSP indenizações especificas, além do previsto em lei.

O diretor do SinproSP, professor Celso Napolitano alegou que o Sindicato tem buscado negociar indenizações adicionais nas demissões promovidas pela Laureate, mas que a pandemia agravou ainda mais a situação dos professores dispensados, razão pela qual se buscou priorizar a manutenção do plano de saúde para todos os docentes, o que não foi possível pelo contrato com a Amil.

Assim, todos os professores receberão uma indenização adicional correspondente à mensalidade da assistência médica por quatro meses. Ao final deste período, quem já contribuia parcialmente com  o plano poderá optar por permanecer na Amil. Procedimentos marcados antes da pandemia e que tveram que ser adiados, serão objeto de negociação entre a Instituição e o SinproSP para que  seja garantida a sua realização. 

Serão garantidas por dois anos as bolsas integrais já existentes ou que seriam devidas por aprovação em processo seletivo ocorrido até a data da demissão. Depois desse período, a Mantenedora manterá bolsa de 50% até o término do curso. 

O professor que lecionou até maio na Laureate, Ciro, falou ao Ministério Público como os professores estão discutindo as questões relativas às demissões e falou da dificuldade enfrentada para falar com a Laureate pelos canais de comunicação criados pela Mantenedora. Disse ainda que há professores que têm interesse em permanecer no plano, mas ainda não receberam o termo de opção.

O SinproSP está fazendo a conferência de todas as verbas rescisórias e eventuais diferenças devem ser pagas até dia 09 de junho. Casos de comprovada estabilidade també serão discutidas visando a reintegração dos docentes.